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O ex-futebolista internacional francês e treinador Zinédine Zidane foi oficializado como novo selecionador de França, anunciou hoje a Federação Francesa de futebol (FFF).
“Zinédine Zidane será o treinador da seleção francesa nos próximos quatro anos”, declarou o presidente da FFF, Philippe Diallo, na sede da Federação, ao lado de Zidane.
O antigo médio, campeão mundial com os “bleus” em 1998, sucede no cargo ao seu antigo companheiro de equipa Didier Deschamps, selecionador desde 2012 e que cessou funções após o Mundial’2026.
Com Deschamps, a França foi campeã mundial em 2018, na Rússia, vice-campeã mundial em 2022, no Catar, e semifinalista este ano, num campeonato coorganizado por Estados Unidos, Canadá e México e no qual foi eliminada nas “meias” pela campeã Espanha (2-0).
Na apresentação desta terça-feira, o antigo número 10 revelou que a seleção francesa, da qual foi capitão a partir de 2005, foi sempre o que quis fazer e que este novo capítulo é uma continuidade, mas também um sonho.
“É uma continuação, de certa forma um sonho. Recebi propostas nos últimos quatro ou cinco anos para assumir um clube, e recusei todas para ficar com a seleção francesa”, acrescentou Zidane, que estava sem clube desde 2021, após a sua passagem pelo Real Madrid.
Na conferência desta terça-feira, também o responsável máximo da FFF, Philippe Diallo, revelou que desde fevereiro de 2025 mantinha conversas com o antigo jogador e treinador, na perspetiva de um futuro à frente da seleção.
Como treinador, Zidane conquistou, no comando do Real Madrid, dois Mundiais de clubes, três Ligas dos Campeões, duas Supertaças Europeias, duas Ligas espanholas e duas Supertaças de Espanha, num período de seis épocas à frente dos “merengues”.
Zizou treinou a equipa principal do Real Madrid, proveniente da equipa B, entre janeiro de 2016 e maio de 2021.
No meio desse período, o francês cessou funções no final da época de 2017/18, mas regressou em março de 2019, face ao mau desempenho da equipa, numa temporada iniciada por Julen Lopetegui e que prosseguiu com Solari, até ao regresso de Zidane.
A chegada do antigo astro gaulês à seleção surge no mesmo mês em que Jorge Jesus foi oficializado como selecionador de Portugal e Jürgen Klopp à frente da seleção alemã, sendo ainda aguardada a indicação de um novo selecionador para Itália.
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