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Cristiano Ronaldo fez a antevisão ao jogo de quinta-feira frente ao País de Gales, a contar para a primeira jornada da Liga das Nações
É importante vencer a Liga das Nações?
“Acho que nunca falei para tanta gente ao mesmo tempo, só curiosos aqui dentro. É um desafio. O meu objetivo é ganhar a Liga das Nações e chegar aos 1000 golos. É uma nova era. Dar os parabéns ao Martínez pelo trabalho excelente que fez. Sendo de outra nacionalidade nem sempre é fácil, pelos ataques constantes que lhe faziam. É uma nova era com Jorge Jesus que todos conhecemos bem. Só espero que as coisas lhe corram bem, que se correr corre bem para todos. Tenho a certeza que vai correr bem para todos. Quatro jogos em duas semanas vai ser difícil, mas o nosso plantel é grande e vamos estar preparados para isso”.
Sente que Jesus é o treinador certo?
“Tenho a certeza que sim. Foi uma escolha perfeita pelas características dele. O passado é passado, é uma nova era, um ar diferente, táticas diferentes, idioma diferente. O que mais desejo é que tudo possa correr da melhor maneira. Estamos todos confiantes de que as coisas vão correr bem. A equipa está preparada, vai ser um desafio longo e desejo-lhe o melhor”.
Como lida com as críticas?
“Não posso ser 100 por cento sincero, tenho de ser, às vezes, politicamente correto. Há tantos anos que jogo futebol, sempre fui bem recebido. Foi possivelmente o ano em que senti mais carinho. Sinto que os portugueses têm por mim. Também entendo muito bem que há canais que me tentam matar, há muitos anos, mas só de caçadeira e mesmo assim desvio-me das balas. Já estou acostumado, há mais de 20 anos que ando nisto, mas o que me fica gravado é quem gosta de mim. Fico sempre com as pessoas que gostam de mim. No Dragão também sou bem recebido, pelos vistos não vamos jogar mais no estádio do Benfica, foi o que li, mas espero que possamos voltar. Sinto bastante o carinho dos portugueses”.
Sabe quando é que vai acabar a carreira?
“Não sei quando é que vou acabar a carreira. Gostava de responder, mas não sei. Aprendi a viver o momento e a não pensar no amanhã. Aviso os portugueses e o Mundo, que não só dos portugueses, antes”.
Está em forma para jogar os 90 minutos?
“Porque não jogar os 90 minutos? De vez em quando? A Seleção vai começar amanhã. Tenho a certeza que não vou jogar os 90 minutos estes quatro jogos”.
Tem obsessão pelos 1000 golos?
“Já admiti que quero chegar e vou chegar. Nunca faço uma coisa na obsessão, porque quando assim é, nunca sai como queremos. É desfrutar o dia a dia, é aproveitar com o novo selecionador e que possa continuar a desfrutar. Quero muito esse recorde, sim”.
O que encontrou na Seleção e sentimento de voltar a Alvalade?
“Sentimento especial, foi quase lá que começou a minha história bonita no futebol. Tenho muito orgulho por isso. Representar a Seleção, passados tantos anos onde praticamente me estreei para o Mundo, é um momento bonito. É sempre um prazer representar a Seleção e as cores do meu país. É sempre como se fosse a primeira vez. Queremos entrar com o pé direito”.
Que diferença ainda quer fazer por Portugal?
“Venho à Seleção porque faço a diferença no meu clube e sou uma mais valia. Tudo o que o treinador precisar de mim, seja entrar ou não jogar, o orgulho que tenho de representar Portugal é enorme. As minhas internacionalizações mostram a paixão e o orgulho de vir para a Seleção. Quero poder ajudar dentro de campo e fora”.
Sente que pode passar a pasta?
“Se o treinador ou o presidente não contarem comigo, posso sair já hoje. Quando sentir que não estou a fazer nada, que faça mau ambiente ou não querem que esteja aqui, agarro na minha mal e vou embora. Eles contam comigo, tal como os portugueses. Por isso é que sigo. Os meus números mostram que ainda estou bem. O dia que não contarem comigo, não há problema. Serei sempre o espectador número um”.
Pensa participar no Europeu?
“Não penso no futuro, vivo o dia a dia. O presente é o mais importante. Foco-me nas pessoas que gostam de mim, que têm paixão por mim. Isso é no que mais me foco e a minha grande paixão para vir”.
Preferia marcar o golo mil pela Seleção ou Al Nassr?
“Pela Seleção, claro. Era a cereja no topo do bolo marcar o golo mil pela Seleção”.
Pensou afastar-se logo depois do Mundial de 2026?
“Claro, estou sempre a pensar nas minhas decisões, no meu futuro. E é por isso que me vê agora aqui, significa que vou continuar. Tive uma conversa com o presidente e o treinador, eles contam comigo. Ainda acredito que sou capaz de ajudar a Seleção a atingir os objetivos e penso que posso dar à Seleção mais apoio, não apenas através dos golos, mas fora. Esta é uma nova geração, mas, para mim, o mais importante é poder no relvado marcar golos e ajudar a ganhar jogos.”
O que diria ao jovem Cris?
“Estou bem comigo próprio. Ao longo dos anos vamos ganhando experiência, vemos coisas que queremos mudar. Os críticos serão sempre críticos. O futebol é assim mesmo e, mesmo quando fazemos as coisas bem, as pessoas criticam. Vivo com isso. Sei o que sou e o que fiz para chegar aqui e ter o sucesso que tenho. Sei porque é que as crianças me adoram, veem-me como um exemplo. E vou continuar a fazer isto quando me reformar, daqui a dez anos. O mais importante é que me sinta bem e que as pessoas à minha volta estejam bem e confiem no meu trabalho.”
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