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O adeus de Messi à seleção argentina

Lionel Messi despediu-se da seleção argentina após 21 anos, com 126 golos, o último dos quais de grande penalidade aos 70 minutos de uma vitória por 3-0 contra Benim, em Buenos Aires.

Os 85 mil espetadores presentes no Estádio Monumental comemoraram na terça-feira o 126.º golo do capitão como se garantisse um título mundial.

No final do jogo, o ídolo do futebol argentino sublinhou o “enorme orgulho” por ter vestido a camisola da albiceleste “durante mais de 20 anos”.

“Foi um enorme orgulho para mim defender esta camisola”, afirmou o número 10. “Não tenho nada além de agradecimentos (…). Não voltar mais vai ser uma grande pena”, acrescentou o campeão do mundo de 2022, que se despede da seleção aos 39 anos.

Aos 70 minutos, Messi respirou fundo, tomou impulso e, da marca de penálti, disparou um remate potente de pé esquerdo, que entrou pelo poste do lado esquerdo do guarda-redes de Benim, Marcel Dandjinou.

Antes do golo, que selou a vitória contra uma seleção africana muito resistente, Messi teve oportunidades de marcar aos 06, 23, 26 e 32 minutos.

No início da segunda parte (48.º minuto), o avançado cobrou um canto que voou sem oposição até ao centro da pequena área de Dandjinou e, sem deixar a bola cair, com um toque seco, surgiu o defesa-central Nicolás Otamendi para marcar o 1-0.

O passe do astro de 39 anos serviu um companheiro de 38 anos, que também se despediu na terça-feira da seleção argentina no seu 140.º jogo.

Aos 61 minutos, o jovem talento Nico Paz surgiu para marcar o segundo golo de fora da área com um remate com efeito, de defesa impossível.

Após o apito final, o árbitro Fernando Véjar ofereceu os cartões ao número dez.

Os restantes jogadores de ambas as seleções fizeram fila para o cumprimentar e todos olharam para o céu para ver o espetáculo de luzes criado por drones, que projetaram a figura de Messi e a camisola que usou desde a estreia pela Argentina em 2005.

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