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Jorge Jesus foi esta sexta-feira apresentado como selecionador nacional e expressou o “grande orgulho” de chegar à seleção nacional e a vontade de ganhar.
“Viemos para ganhar, viemos para vencer, estamos convencidos que quando chegamos a qualquer lado, vencemos. (…) Temos uma seleção para poder acreditar e valorizar o espetáculo, valorizar os jogadores e a seleção. Um grande orgulho que tenho em ter esta oportunidade de treinar uma das melhores seleções do mundo, a seleção do meu país. Sou orgulhoso e convicto de tudo o que é português”, começou por dizer Jorge Jesus.
O treinador, de 71 anos, que nas últimas épocas esteve a trabalhar no estrangeiro, nos sauditas do Al Nassr, falou após uma introdução do presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, numa conferência sob o lema “viemos para vencer”.
“Agora sou um treinador de 12 milhões, do povo português, ansioso de poder ganhar. Certezas absolutas também as tenho e o que quero é que Portugal esteja ligado, os adeptos, os portugueses dentro e fora do país encheram-nos de vaidade [no Mundial 2026], não senti desportivamente… “, disse.
Jesus sublinhou que chega para vencer, mas lembrou que não passa só pelo treinador e disse ser um sortudo por encontrar Lourenço Coelho na FPF, com quem trabalhou no Benfica, e que não vai ter receio de nada.
“O nosso caminho é ganhar”, acrescentou, lembrando a estreia em 24 de setembro, diante do País de Gales.
Jorge Jesus vai falar com jogadores e Cristiano Ronaldo não é problema
Jorge Jesus afirmou que Cristiano Ronaldo, com quem trabalhou no Al Nassr, nunca vai ser um problema para ele ou para a seleção.
“Ainda não falei com Cris [Cristiano Ronaldo], nunca vai ser problema para a seleção ou para mim. Aquilo que o Cris é como jogador e a polémica que houve, cada um pensa como quiser. Quando tiver que tomar uma decisão, vou falar com o Cris, não por ser o Cris, falo com todos individualmente. O Cris é um símbolo do futebol português, da seleção, de Portugal e vai ficar sempre na história”, disse o técnico.
Jorge Jesus acrescentou ser fácil trabalhar com o capitão da seleção, com quem foi campeão saudita pelo Al Nassr, revelando que o avançado quer continuar a jogar na Arábia Saudita e que, sobre a seleção, falará com o jogador para saber o que quer fazer.
“Desde que eu perceba até onde ele pode chegar e eu possa chegar. A partir daqui as coisas serão fáceis. O que é que ele quer fazer para o futuro da carreira. Sei que quer continuar no Al Nassr, a partir do momento que esteja a jogar e que tenha condições para ser selecionado, eu o farei, dentro de um limite e de umas condições, que eu achar as melhores para a seleção. Vai ser assim”, disse o técnico.
O treinador assume a seleção nacional poucos dias após a eliminação de Portugal nos oitavos de final do Mundial 2026, diante da Espanha (1-0), e sucede ao espanhol Roberto Martínez.
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