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Farioli: “Temos pernas e pulmões para fazer uma grande exibição”

Francesco Farioli, treinador do FC Porto, fez a antevisão à receção ao Manchester City, agendado para terça-feira às 20h00, a contar para a primeira jornada da Liga dos Campeões.

O que espera do jogo: “A história do FC Porto na Champions é enorme. Pelo número de jogos disputados, participações e os dois troféus que estão no Museu. Agora, vamos enfrentar um dos principais candidatos para chegar à final e conquistar o título. Temos um enorme respeito pelo adversário, pela qualidade individual, pela organização, pelo legado que criaram com Pep Guardiola e pela nova era com Maresca. É um jogo que exige o nosso melhor, mas vamos fazer de tudo para deixar os adeptos felizes. Sempre que jogamos no Dragão, algo especial pode acontecer”.

Ausências de peso de Bednarek e Froholdt: “Se olharmos para o primeiro jogo da Liga Europa, sem ser o Diogo, não temos os jogadores todos da zona central, porque não temos Bednarek, Froholdt e Samu. Infelizmente, não temos toda a gente por diferentes razões, mas é uma oportunidade para o resto do grupo mostrar o que vale nos maiores palcos, para dar resposta ao trabalho que colocam sempre em campo. É uma oportunidade para o grupo minimizar estas ausências e cumprir o objetivo para amanhã”.

Se jogo da Champions muda a forma de trabalhar: “Temos de nos adaptar ao que a equipa precisa, o que traz um certo nível de energia. Neste mercado, houve jogadores a chegarem nos últimos dias e ainda não estão na melhor forma. Há decisões que ainda temos de tomar sobre o que devemos fazer. Acredito que amanhã será muito importante para o grupo dar um passo em frente, encontrar respostas e dar respostas face às ausências que temos. Depois, há o papel que a família portista pode ter, para criar o ambiente certo para termos uma grande exibição”

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Em breve vai ter vários avançados disponíveis: “É um problema fantástico para ter, mal posso esperar. Quando estiver toda a gente apta, vai ser um prazer escolher”.

Estreia na Champions: “Chegar aos 37 anos à Liga dos Campeões é bastante bom. Apurámo-nos uma vez para a Liga dos Campeões, mas o atraso para jogar na Champions fez todo o sentido. A temporada passada que tivemos foi mais do que só uns jogos na Liga Europa. Tudo chega no tempo certo. Claro que amanhã será o meu primeiro jogo na Champions mas, como disse o Diogo, tratamos todos os jogos com a mesma atenção, com o mesmo nível de detalhe na preparação. O que fazemos é ir mais longe nos jogos domésticos porque exige mais motivação. Estar motivado amanhã vai ser muito fácil. Mas isto não chega. A chave para o sucesso será a abordagem que tivermos, a capacidade para executar, não só o plano geral, mas as tarefas individuais a nível alto. Vamos jogar contra uma das melhores equipas do Mundo, que investiu 527 milhões no último mercado, mais de três mil milhões nos últimos anos, que tem sido construída para ganhar sempre e todos os títulos. O que vamos fazer é estar no campo para tentar tornar a vida deles muito, muito difícil”.

Se sistema de Farioli está pronto para o City: “O mais importante é o espírito. Esta manhã na reunião estávamos a rir sobre as boas notícias e as más notícias. As más notícias é que vamos ter de correr muito. As boas é que temos pernas e pulmões para fazer uma grande exibição contra uma das melhores equipas do Mundo. Sabemos quem somos. Com respeito e humildade, mas com o nível certo de ambição e desejo de que, especialmente no Dragão, possamos fazer algo especial com o nosso público a ajudar-nos. Que é o que o FC Porto merece”.

Se Hwang pode ser opção: “Amanhã vamos precisar de toda a gente, de quem começa, bem como de quem entra. Têm de estar ao nível mais alto possível, porque não teremos hipótese de alcançar o resultado que queremos se não competirmos ao máximo”.

Tempo de recuperação de Samu: “Temos de ir dia a dia. Está a trabalhar muito para recuperar. Mas antes de ele estar de volta para minutos competitivos, é preciso termos muitas luzes verdes, do departamento médico, de quem esteve responsável pela operação. Ainda vai demorar mais umas semanas, mas é claro que vê-lo perto de nós, começar a tocar na bola, é um boost de energia para todos”.

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