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O selecionador Jorge Jesus mostrou-se hoje confiante de que Portugal será apoiado na receção à Noruega, no domingo, para aceder aos quartos de final da Liga das Nações, mesmo na ausência do futebolista Cristiano Ronaldo, que deixou o estágio.
“O carinho que procuro e espero ter não passa do símbolo da seleção. O carinho é para a equipa e não para mim. Eu faço parte de uma equipa, sou o comandante. Antes de ser selecionador, também era adepto ferrenho e doido. Não olhava para jogadores ou treinadores, mas para a minha bandeira e o meu país. Não quero estar à parte de nada relacionado com a seleção”, partilhou, em conferência de imprensa de antevisão ao desafio.
Portugal, detentor do troféu, qualifica-se para os ‘quartos’ da Liga das Nações se pontuar frente à Noruega, no domingo, em encontro da quarta e antepenúltima jornada do Grupo A4 da primeira fase, com início às 19:45, no Estádio do Dragão, no Porto, e arbitrado pelo italiano Maurizio Mariani.
“O que eu quero é ganhar para estarmos qualificados. Depois, fazer o que fizemos em Copenhaga, onde tivemos um excelente jogo, com momentos de muita qualidade”, frisou Jorge Jesus, prevendo uma partida “bem jogada e intensa”.
Uma semana depois da vitória em Oslo (2-1), Portugal, líder isolado, com nove pontos, reencontra a Noruega, terceira classificada, com os mesmos três da Dinamarca, segunda, e do País de Gales, quarto e último, que jogam em simultâneo em Cardiff, na conclusão desta pausa internacional.
Os dois primeiros colocados das quatro ‘poules’ da Liga A apuram-se para a próxima fase da mais recente prova europeia de seleções, cujo troféu está na posse de Portugal, recordista de êxitos, com dois (2019 e 2025).
“Temos vantagens em algumas coisas e desvantagens noutros momentos. Perdemos na questão física. Não somos tão grandes, mas somos rápidos e melhores tecnicamente. Os nossos médios são todos jogadores com 1,70 metros [de altura], mas são difíceis de parar com a bola. Dentro das nossas características, temos de nos impor. O treinador da Noruega está mais identificado com as nossas ideias e já viu o filme do primeiro jogo”, alertou.
A equipa das ‘quinas’ tentará manter o pleno de triunfos sob orientação de Jorge Jesus, cuja estreia como sucessor do espanhol Roberto Martínez aconteceu frente ao País de Gales (1-0), em 24 de setembro, em Lisboa.
Seguiram-se as deslocações à Noruega e à Dinamarca (4-2), ambas sem o capitão Cristiano Ronaldo, que abandonou, por decisão própria, o estágio da seleção na quarta-feira, na véspera da vitória nacional em Copenhaga.
“O foco tem que ser a seleção por tudo. Há que olhar para o que temos de fazer bem e que o nosso povo também esteja em sintonia com a bandeira e com o objetivo. Agora, isso não me deixa ignorar o Cristiano, que é um símbolo da seleção e de Portugal. Depois do jogo, há muito tempo para se falar sobre isso”, referiu, numa mensagem reiterada durante a conferência, perante a insistência da comunicação social sobre a situação de Ronaldo.
A equipa das ‘quinas’ jogará pela primeira vez em território nacional desde a saída de Ronaldo, que, nas redes sociais, garantiu que “a seu tempo” dirá “a verdade a todos os portugueses sobre as razões” que o levaram a abandonar a comitiva, após ter conversado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, já depois do anúncio de Jorge Jesus de que o dianteiro, de 41 anos, não seria titular na Dinamarca.
“Neste momento, vou focar-me na equipa e no adversário. A Noruega é uma equipa do top 5 da Europa e tem grandes jogadores. Esse é que é o problema. Depois, temos tempo para analisar o que puder acontecer aqui, mesmo em relação aos jovens, porque temos mais dois jogos e tudo pode ser diferente. Para isso, temos de carimbar já a qualificação”, considerou.
Jorge Jesus assumiu que Pedro Neto, titular em todos os embates, pode precisar de gestão, enquanto João Félix e Francisco Conceição aceleram na recuperação de questões físicas para poderem regressar à titularidade.
“O mais difícil na carreira de um treinador é, quando não ganha, arranjar formas para que a vitória esteja sempre próxima. Por muito que a vitória na Dinamarca me tenha enchido de orgulho, posso dizer que fiquei feliz quando acabou o jogo, mas poderia estar mais feliz”, confidenciou.
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